segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Documentário "Arte conceitual"

















Quando conceitos e ideias viram obra de arte


A DVDteca Arte na Escola tem novidades em seu acervo. Entre elas está o documentário “Arte conceitual”. Nele, os teóricos da arte Cristina Freire e Celso Favaretto comentam as obras e os artistas que traduzem este movimento, surgido no final da década de 1960, e que se caracteriza pelo fato de que a arte deixa de ser primordialmente visual, feita para ser olhada, e passa a ser considerada como ideia e pensamento. Muitos trabalhos que usam a fotografia, xerox, filmes ou vídeo como documento de ações e processos, geralmente em recusa à noção tradicional de objeto de arte, são designados como arte conceitual. Além da crítica ao formalismo, artistas conceituais atacam ferozmente as instituições, o sistema de seleção de obras e o mercado de arte. Um exemplo disso é o trabalho de Cildo Meireles, que em plena ditadura militar, carimbou cédulas de dinheiro com a frase “Quem matou Herzog?”. Wladimir Herzog foi um preso político assassinado no presídio, fato divulgado pelo governo militar como sendo suicídio.

sábado, 11 de setembro de 2010

Eduardo Kobra no Domingão do Faustão



Eduardo Kobra começou a realizar seus trabalhos no ano de 1987 no bairro do Campo Limpo. Influenciado pelo movimento Hip Hop - que une a música de rua e o grafiti - passou a criar artes urbanas, e em São Paulo criou o Studio Kobra. É reconhecido como um artista muralista, pintura executada sobre uma parede, uma exposição permanente. Ele criou um trabalho chamado “Muros da Memória”, que busca transformar a paisagem das grandes cidades e resgatar a memória na cidade. Em comemoração ao aniversário de São Paulo em 2009, criou o seu maior mural. Localizado na Avenida 23 de Maio, possui 1000 m2.
Expoente da neovanguarda paulista, seu talento brota por volta de 1987, no bairro do Campo Limpo com o pixo e o graffiti, caros ao movimento Hip Hop, e se espalha pela cidade. Com os desdobramentos, que a arte urbana ganhou em São Paulo, ele derivou – com o Studio Kobra, criado nos anos 90 – para um muralismo original – inspirado em alguns artistas, especialmente os pintores mexicanos, e no design do norte americano Eric Grohe, beneficiando-se das características de artista experimental, bom desenhista e hábil pintor realista. Nesse caminho ele desenvolve o projeto “Muros da memória” que busca transformar a paisagem urbana através da arte e resgatar a memória da cidade, é síntese do seu modo peculiar de criar, através do qual pinta mais também adere, interfere e sobrepõe cenas e personagens das primeiras décadas do século 20, é uma junção de nostalgia e modernidade, por meio de pinturas cenográficas, algumas monumentais. Através delas cria portais para saudosos momentos da cidade.
Kobra desenvolve obras que misturam o traço do grafite rico em sombra, luz e brilho O resultado são murais tridimensionais que permitem ao público interagir com a obra. A ideia é estabelecer uma comparação entre o ar romântico e o clima de nostalgia, com a constante agitação de hoje. O projeto alcançou repercussão nacional. Além dos inúmeros trabalhos em São Paulo e interior, ele produziu murais em Brasília, Rio de Janeiro, Belém do Para, Minas Gerais.
No ano passado, ele participou do “Salon National Des Beaux-Arts 2009”, exposição que acontece há 148 anos no Museu do Louvre, em Paris. Ele trabalha com pesquisas de materiais reciclados e novas tecnologias, como a pintura em 3D sobre pavimentos - muito difundida por nomes internacionais, como Julian Beever e Kurt Wenner. A convite da prefeitura de São Paulo o artista realizou na praça Patriarca a primeira pintura em 3D sob pavimento do Brasil. A técnica anamórfica consiste em “enganar os olhos”. A pintura pode parecer distorcida em um certo ângulo, mas ao ver do ângulo correto, estipulado pelo artista ela se torna 3D apresentando uma incrível variação de profundidade e realismo.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cowparade vai invadir Porto Alegre

















A CowParede é o maior e mais bem sucedido evento de arte pública no mundo. As esculturas de vacas em fibra de vidro são decoradas por artistas locais e distribuídas pelas cidades, em locais públicos como estações de metrô, avenidas e parques. A festa de lançamento está prevista para o início de outubro. De um dia para outro, Porto Alegre vai amanhecer repleta de vaquinhas, em 80 pontos estratégicos, da zona norte à zona sul. Após a exposição, as vacas são leiloadas e o dinheiro é entregue a instituições de beneficentes.
Dos 70 artistas selecionados para customizarem suas vaquinhas, poucos têm renome nacional ou uma ampla carreira artística. De designers a publicitários, passando por grafiteiros, arquitetos e tatuadores, o universo e diversidade de talentos dá uma prévia do quanto será heterogênea esta mostra urbana. Novatos como Pablo Etchepare (Iron Cow), Mirele Riffel (Vacavatar), Carlos Soares (Cowdrinhos) e Andrey Damo (E a Vaca Foi pro Beco) enfeitam suas esculturas ao lado de nomes conhecidos das artes plásticas gaúchas, como Eduardo Vieira da Cunha, Bina Monteiro, Mauro Fuke e Zorávia Bettiol.
Confira, nesta reportagem, o making of da CowParade Porto Alegre:

http://www.youtube.com/watch?v=GN7ByTSTzmc
Acompanhe o site oficial da CowParede

http://www.cowparade.com.br/poa/