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domingo, 17 de outubro de 2010

Curador da 29ª Bienal de São Paulo fala à revista Cult
















Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Agnaldo Farias é um dos curadores e críticos de arte mais reconhecidos do Brasil.
Juntamente com Moacir dos Anjos, ele assina a curadoria da 29ª Bienal de São Paulo. A revista Cult, n. 150, traz uma entrevista de Fernanda Paola com ele, abordando entre outros temas o espaço dedicado às artes na mídia, a arte contemporânea, Nuno Ramos, os museus brasileiros e, claro, as opções da curadoria nesta Bienal de São Paulo. O título da entrevista já aproxima das ideias de Agnaldo Farias: Só a arte salva.
Vale pena ler a entrevista na íntegra, o que pode ser feito no site da revista: http://revistacult.uol.com.br/home/2010/09/so-a-arte-salva/

Abaixo, alguns trechos da entrevista que podem ser debatidos no Fórum:

"A Bienal é o único lugar onde existe uma difusão de obras de qualidade do ponto de vista nacional e internacional. Não tem nada com essa magnitude no Brasil, um país que criou leis de incentivo, disparou a criar museus e centros culturais, mas continua uma rota alternativa. Só nos chegam, no geral, exposições de artistas mortos e consagrados e frequentemente fundo de estúdio. Produções menores de artistas maiores".
"Nossos museus são eminentemente provincianos. Eles estão ancorados em exposições temporárias, porque seguem a lógica da mídia. Não é a lógica da educação, da formação. Se for museu, tem acervo e coleção. As nossas exposições são ocultas, porque não dá mídia. O Brasil não coleciona arte internacional, nem sequer nacional. Procure por Volpi, Di Cavalcanti, você não acha. Os museus ocultam porque, para ter dinheiro e se manter, precisam de exposições temporárias. Então, a Bienal preenche essa lacuna ainda. Não só no âmbito da difusão, mas também no da produção. Porque, quando você convida o artista, você o comissiona. Nesse momento você é mais do que um difusor, é um centro parceiro na produção. Por exemplo, nós temos um trabalho inédito do Cildo Meirelles. É um trabalho que estava como sonho. Você pode sonhar em pequena escala, mas pode sonhar em grande escala. Agora, se não tem custo para fazer nem espaço para expor, como fica? Uma exposição é essencial para esse processo. É onde o trabalho do artista se realiza".

"O curador precisa ter conhecimento sobre a obra e sobre recortes que pode dar a essa obra, que têm de ser suscitados por ela. O mau curador é aquele que pega o ruim de um artista bom, mas que vá ao encontro de uma tese dele. E também existe a falta de critério. [...] Você pode construir articulações estimulantes, mas tem as muito pobres, gente ruim se apropriando de trabalhos bons, colocando-se à frente da fonte, que são os artistas. O curador é um leitor que está próximo da produção. Você desprezaria um comentário do Antonio Candido sobre o seu texto?"

"[...] O espaço da Bienal é de aproximações, museu é outro papo. O nosso compromisso é com as fontes e com quem é efetivamente radical dentro desse processo. Por exemplo, não traria nunca Romero Brito, porque não é artista, é outra coisa. E aí existe uma divisão, você não pode convidar para a mesma festa. Um mau artista não melhora com o contato com o bom artista. E o bom artista não ganha com a presença de um mau artista. E você engana o público. Estamos tentando fazer o que o mercado não faz, que é mostrar o que está fora do circuito".

"[...] Poderíamos fazer uma exposição sobre pintura, mas a Bienal não precisa fazer isso. Tem de ir ao limite. Se ela não der conta, fecha as portas. A arte é alguma coisa que você produz e não tem nenhum desejo dela preteritamente. Você não acorda querendo ouvir uma música que nunca ouviu. A arte se faz necessária".

Leia a entrevista na íntegra em:
http://revistacult.uol.com.br/home/2010/09/so-a-arte-salva/

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Michelangelo... e a capa da Época
























Na edição de 11 de outubro, a revista Época utilizou um dos afrescos de Michelângelo para o teto da Capela Sistina, em Roma, "A Criação do Homem", para ilustrar sua manchete de capa "Deus entrou na eleição: Como o debate sobre o aborto e religião pode influir no segundo turno".
O afresco é uma das obras mais importantes do Renascimento e mais conhecidas da história da arte.

domingo, 10 de outubro de 2010

Bienal de São Paulo, muito além dos urubus...

B44 Bólide Caixa 21 (1967): caixa-poema (com madeira, plástico e couro) de Hélio Oiticica, que tem outros trabalhos exibidos no evento.

Da seleção de 200 obras, de 159 artistas, de 40 países, que têm suas obras expostas na 29ª Bienal de São Paulo, além do paulistano Nuno Ramos - que expõe Bandeira Branca, com três urubus vivos ao som de uma gravação das músicas Bandeira Branca, Carcará e Boi da Cara Preta, o carioca Cildo Meireles participa com uma criação inédita e seu carimbo (numa nota de 1 cruzeiro) Quem Matou Herzog?, trabalho de 1975 em que protestava contra a versão oficial de suicídio para a morte do jornalista Vladimir Herzog, achado morto naquele ano numa cela do Exército, em São Paulo.



Hélio Oiticica (1937-1980) é um dos artistas cujo trabalho é cuja obra pode ser vista na 29ª Bienal de São Paulo. O reconhecimento da importância de seu trabalho na arte – tanto no Brasil como no exterior – só aumenta com o passar do tempo, conforme destaca Gisele Kato, em reportagem especial na revista Bravo!, de setembro. “Um dos primeiros a questionar a postura passiva do público diante de uma obra de arte, criou parangolés, penetráveis e bólides. Na Bienal, o artista carioca estará representado com seus ninhos, ambientes para estímulo dos vários sentidos, idealizados nos anos 70, quando viveu em Nova York, e que serviram para a prática do lazer criativo. A famosa bandeira Seja Marginal, Seja Herói, de 1968, também integra a exposição. Hélio escreveu a frase ao lado da imagem de Manoel Moreira, o bandido Cara de Cavalo, seu companheiro de rodas de samba, que foi morto em 1964 pela polícia depois de assassinar um tira. Caetano Veloso chegou a usar a bandeira como cenário em um show no Rio de Janeiro” (BRAVO!, set. 2010, p. 38)



Caetano Veloso, com a obra Seja Marginal, Seja Herói

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Nuno Ramos, "Bandeira Branca"






Urubus confinados na instalação "Bandeira branca", de Nuno Ramos, montada no prédio da Bienal de SP (Foto: Daigo Oliva/G1)






























Pichador cortou a rede de proteção da obra, por volta das 18h15min no dia de abertura da Bienal de São Paulo, e escreveu "Liberte os urubu" (sic) (Foto: Filipe Araújo/Agência Estado)

A polêmica obra "Bandeira branca", de Nuno Ramos, com três urubus vivos expostos na 29ª Bienal de São Paulo, foi invadida por pichadores no dia de abertura da mostra ao público, 25 de setembro.
"Bandeira branca" é composta por três grandes esculturas em formas geométricas, que lembram grandes túmulos. As peças são cercadas por uma tela de proteção que acompanha, de alto a baixo, a rampa e as curvas do prédio projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. No alto de cada uma delas, há poleiros que se parecem com chaminés, de onde aves raramente saem e onde devem permanecer até 12 de dezembro.
Em nota divulgada à noite, a Fundação Bienal de São Paulo lamentou o episódio e disse "repudiar episódios de vandalismo e violência" como o ocorrido. Ramos também afirmou estar profundamente triste com o fato, mas adiantou que não irá prestar queixa contra o pichador.
Antes mesmo de ser exibida, "Bandeira branca" gerou protestos na internet. Um abaixo-assinado contra o trabalho no dia da abertura já reunia mais de 2.700 assinaturas. Ativistas ambientais protestaram em frente à instalação.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Bienal de São Paulo abre nesta semana



















Com a abertura da Bienal de Arte de São Paulo nesta semana, os limites da arte e quem define o que é arte passam a fazer parte da agenda dos meios de comunicação. É um ótimo momento para se discutir o assunto. Por isso, abrimos um fórum que terá como tema de debate a contribuição das vanguardas do século XX e o texto "A arte como valor e a atuação das instituições museológicas", da profa. dra. Maria Amélia Bulhões.
Antes mesmo de sua inauguração oficial da Bienal, algumas obras expostas provocaram polêmica. A série Inimigos, do artista Gil Vicente, gerou uma reação da OAB paulista, que qualificou como "apologia ao crime" os quadros nos quais o autor se autoretratou matando a rainha da Inglaterra, o ex-presidente norte-americano George Bush, o presidente do Brasil, Luis Inácio da Silva e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Vale à pena conferir mais sobre a Bienal de São Paulo na revista Bravo! on line:

http://bravonline.abril.com.br/

Documentário "Arte conceitual"

















Quando conceitos e ideias viram obra de arte


A DVDteca Arte na Escola tem novidades em seu acervo. Entre elas está o documentário “Arte conceitual”. Nele, os teóricos da arte Cristina Freire e Celso Favaretto comentam as obras e os artistas que traduzem este movimento, surgido no final da década de 1960, e que se caracteriza pelo fato de que a arte deixa de ser primordialmente visual, feita para ser olhada, e passa a ser considerada como ideia e pensamento. Muitos trabalhos que usam a fotografia, xerox, filmes ou vídeo como documento de ações e processos, geralmente em recusa à noção tradicional de objeto de arte, são designados como arte conceitual. Além da crítica ao formalismo, artistas conceituais atacam ferozmente as instituições, o sistema de seleção de obras e o mercado de arte. Um exemplo disso é o trabalho de Cildo Meireles, que em plena ditadura militar, carimbou cédulas de dinheiro com a frase “Quem matou Herzog?”. Wladimir Herzog foi um preso político assassinado no presídio, fato divulgado pelo governo militar como sendo suicídio.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Renascimento
















O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli (1445-1510): um exemplo de obra renascentista

O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do humanismo foi, sem dúvida, o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média.
Características gerais:
* Racionalidade
* Dignidade do ser humano
* Rigor científico
* Ideal humanista
* Reutilização das artes greco-romana

ARQUITETURA

Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque.

Já não é o edifício que possui o homem, mas este que, aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi, Saber Ver a Arquitetura)

Principais características:

* Ordens arquitetônicas
* Arcos de volta perfeita
* Simplicidade na construção
* A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas
* Construções; palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares)

O principal arquiteto renascentista foi Brunelleschi, um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de matemática, geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi.

PINTURA

Principais características:

* Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria.
* Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos.
* Realismo: o artista do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada.

* Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo.
* Tanto a pintura como a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas, tornam-se manifestações independentes.
* Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, conseqüentemente, pelo individualismo.

Os principais pintores foram:

Sandro Botticelli - Os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus. Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus.

Leonardo da Vinci - Dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade, mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano. Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa.

Michelângelo - Entre 1508 e 1512, trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista, uma particularmente representativa é a criação do homem. Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e A Sagrada Família.

Rafael Sanzio - Suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança, pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplos, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi considerado grande pintor de “Madonas”. Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã.


ESCULTURA


Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avignon, na França, para Roma, na Itália, essa adquire o prestígio que mantém até hoje. Protetores das artes, os papas passam a residir no Vaticano. Ali, grandes escultores se revelam, o maior deles é, sem dúvida, Michelângelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI. Algumas obras: Moisés, Davi (4,10m) e Pietá. Outro grande escultor desse período foi Andrea del Verrochio. Trabalhou em ourivesaria, o que acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi (1,26m) em bronze.
Principais características:

* Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade
* Proporção da figura, mantendo a sua relação com a realidade
* Profundidade e perspectiva
* Estudo do corpo e do caráter humano

O Renascimento italiano se espalha pela Europa, trazendo novos artistas que nacionalizaram as idéias italianas. São eles:

* Dürer
* Hans Holbein
* Bosch
* Bruegel

As obras renascentistas (pinturas, esculturas, livros) apresentavam características comuns:

- Resgate da estética da cultura greco-romana, principalmente a busca da perfeição na elaboração de esculturas e pinturas;
- Antropocentrismo: valorização das capacidades artísticas e intelectuais dos seres humanos;
- Valorização da ciência e da razão, buscando explicações racionais para os eventos naturais e sociais;
- Valorização e interesse por vários aspectos culturais e científicos (literatura, artes plásticas, pesquisas científicas).
- Humanismo: conjunto de princípios que valorizavam as ações humanas e valores morais (respeito, justiça, honra, amor, liberdade, solidariedade.
(Priscila Charão e Larissa Gomes)

Renoir

Renoir (Limoges, 25 de fevereiro de 1841 - Cagnes-sur-Mer, 3 de dezembro de 1919) foi um dos mais célebres pintores franceses e um dos mais importantes nomes do movimento impressionista.
Desde o princípio sua obra foi influenciada pela sensualidade e pela elegância do rococó, embora não faltasse um pouco da delicadeza de seu ofício anterior como decorador de porcelana.
Seu principal objetivo, como ele próprio afirmava, era conseguir realizar uma obra agradável aos olhos. Apesar de sua técnica ser essencialmente impressionista, Renoir nunca deixou de dar importância à forma - de fato, teve um período de rebeldia diante das obras de seus amigos, no qual se voltou para uma pintura mais figurativa, evidente na longa série Banhistas. Mais tarde retomaria a plenitude da cor e recuperaria sua pincelada enérgica e ligeira, com motivos que lembram o mestre Ingres, por sua beleza e sensualidade.
Entre 1870 e 1883, Renoir entra em seu período impressionista. Pinta várias paisagens, mas suas obras são mais caracterizada ao retratar a vida social urbana.
A sua obra de maior impacto é Le Moulin de la Galette, em que conseguiu elaborar uma atmosfera de vivacidade e alegria à sombra refrescante de algumas árvores, aqui e ali intensamente azuis.
Percebendo que traço firme e riqueza de colorido eram coisas incompatíveis, Renoir concentrou-se em combinar o que tinha aprendido sobre cor, durante seu período impressionista, com métodos tradicionais de aplicação de tinta
Em 1881, Renoir passaria a buscar novas inspirações. Primeiro foi à Argélia depois à Itália. Na Itália, Renoir conheceu os grandes centros: Milão, Roma, Veneza, Nápoles. O que mais lhe impressionou na viagem foi ver de perto as obras de Rafael.
A viagem foi uma inspiração para buscar mais consistência em sua obra tentou tornar-se um artista em grande estilo renascentista. As figuras de suas obras tornaram-se mais imponentes e formais, e muitas vezes abordou temas da mitologia clássica. O contorno de seus personagens tornaram-se mais precisos, formas desenhadas com mais rigor e cores mais frias.
Renoir começaria a realizar estudos do qual surgiria uma de suas grandes obras: "As grandes banhistas" que só ficou pronta em 1887.
Chamada pelo pintor de período iridescente, a partir de 1889 Renoir mudaria novamente de estilo. Era uma fase de recuperação da liberdade da juventude. Em 1890, ele pintou "Duas meninas colhendo flores" e "No prado". Passou também a pintar muitos nus e retratos (ainda uma das maiores fontes econômicas do pintor).

Auguste Rodin




Fauvismo




















Alegria de Viver (1905-1906), Henri Matisse.

Nova Objetividade























Otto Dix, A jornalista Sylvia Von Harden

De Chirico: Pintura Metafísica
























Giorgio De Chirico, Musas Inquietantes

Arte Pop nos Estados Unidos





A Pop Art Americana trabalhava uma estética muito diferente para o momento em como que estava inserida, como cores inusitadas que eram muito utilizadas pela publicidade e pelo consumo, bem com materiais diferenciados como, por exemplo, o gesso, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, fluorescentes, brilhantes e vibrantes.
Nos Estados Unidos, os trabalhos de Jasper Johns (Bandeira sobre Branco) e Robert Rauschenberg (colagens, combinações com garrafas de coca-cola e quadros como "Cama") tiveram bastante influência sobre os artistas pop.
Um dos principais expoentes da Pop Art Americana e o artista símbolo dessa arte, é Andy Warhol, que é conhecido por obras como o silkscreen Marilyn e pelo uso de fotografias, cédulas de dólares, imagens da Mona Lisa e do presidente Mao, entre outras .
Na escultura pop americana, destaca-se o artista Claes Oldenburg com o uso de elementos diversos, como hambúrgueres. Além disso, é típico da pop arte americana o uso de recursos teatrais.


Quadrinhos - Roy Lichtenstein


Arte Conceitual no Brasil


























Inserções em circuito ideológico: Projeto Coca Cola, de Cildo Meirelles - Consistiu em escrever, sobre uma garrafa de Coca Cola, um dos símbolos mais eminentes do imperialismo norte-americano, a frase Yankees go home, para, após, devolvê-la à circulação. Além da questão política o projeto faz referência a toda problematização desenvolvida pelos movimentos de vanguarda e por Marcel Duchamp no início do século - uma espécie de ready made às avessas


A Arte Conceitual é, no Brasil, um campo de expressão artística muito pouco compreendida. Isto se deve a muitos artistas, jornalistas desinformados e críticos de arte que a tratam como se esta fosse a única forma de Arte Contemporânea. Arte Conceitual nada mais é do que uma das inúmeras formas de expressão artísticas possíveis para o desenvolvimento de um trabalho pelo artista plástico.

Intervenção urbana de José Rezende no Projeto Arte Cidade, São Paulo

Na década de 60, através das ideias veiculadas pelo grupo Fluxus, a Arte Conceitual torna-se um fenômeno mundial. No Brasil, artistas como Arthur Barrio, Baravelli, Carlos Fajardo, Cildo Meirelles, José Rezende, Mira Schendel, Tunga e Waltércio Caldas começam a desenvolver um trabalho nessa forma de expressão.
No final da década de 60, a conjuntura política repressiva que se instalara desarticulou os grupos de artistas conceituais, que foram expulsos dos salões, bienais, e galerias.

Letras, obra de Mira Schendel, e instalação de Cildo Meirelles, denominada Desvio para o Vermelho

A década de 70, por sua vez, se caracteriza pela expansão da Arte Conceitual, isto é, da arte como ideia, através de meios artísticos, operando com novos meios tecnológicos, multimeios e uma outra modalidade espacial e fragmentada de trabalho denominada - instalação.
Nessa época, novas tecnologias se associam à operação conceitual do artista, como arte e computador.
As características da Arte Conceitual nos anos 70 são a reflexão, a razão e a substituição da vida pela arte. Uma arte que é, sobretudo, ideia que se relaciona com o público de forma bem diferente, em comparação com a arte da década anterior. Nesta época, surgem no Brasil vários grupos envolvidos com Arte Conceitual, ou, sobretudo arte como processo experimental, dirigida por conceitos.
Estes grupos não se constituem como escolas de formação, mas como centros de artesanato conceitual, dos quais se destacam o grupo do On-Off, em São Paulo, o Espaço N.O (Nervo Óptico), em Porto Alegre, em 1976, e o Núcleo de Arte Contemporânea, em João Pessoa, em 1978. Cabe salientar, que estes grupos não atuam como escolas de arte, mas como locais de exposição e discussão sobre a arte atual.
No Brasil, como no Leste Europeu e América Latina, a Arte Conceitual se desenvolve com clara intenção política. A natureza dos meios artísticos e a possibilidade de fácil reprodutibilidade e a sua rede quase clandestina de distribuição permitiram em nosso país a expressão de uma arte fortemente crítica ao regime militar, o que não seria possível com os meios convencionais da pintura e da escultura.
Na Arte Conceitual, o público se obriga a deixar de ser apenas um observador passivo, pois o entendimento da obra de arte não é mais direto. O público também é obrigado a refletir e sair da confortável situação de saber, por antecipação, avaliar se uma obra de arte é “ruim” ou “boa”. Não é mais possível ir a uma exposição e dizer se a paisagem está bem composta ou se a pintura é de qualidade. Questões clássicas das artes plásticas como a composição, estudo de cor e o uso da luz podem não ter sentido nenhum na Arte Conceitual. Na Arte Conceitual, o público é convidado a pensar sobre a obra de arte para aceitá-la e compreendê-la.


Objeto Preenchido, de Waltércio Caldas


Da mesma maneira que um pintor figurativo precisa estudar profundamente a sua técnica e a forma de expressão para que possa fazer, por exemplo, um retrato de qualidade, o artista conceitual necessita ter um profundo conhecimento de filosofia, história, cultura e informação sobre o mundo atual para que possa criar “reflexões” visuais consistentes. Esse esforço é fundamental para o artista interessado na Arte Conceitual. A maioria dos artistas conceituais vem de uma formação universitária. Muitas vezes, compelidos pela necessidade de estudo, esses artistas acabam produzindo pesquisas de mestrado e doutorado em artes.

A Janela e o Olhar, videoarte de Ricardo Hage

Atualmente, os artistas conceituais produzem suas concepções através de várias formas de expressão artísticas: videoarte, fotografia, instalação, performance, internet art e Land Art. Cada uma dessas formas de expressão leva o artista a novos desafios, e, muitas vezes, a uma volta para as formas de expressão tradicionais das artes, como a pintura, a gravura e a escultura. Esse movimento de inter-relação entre tradições artísticas tradicionais e contemporâneas tem muitas vezes sido chamado de Neo-Conceitualismo. Talvez o Neo-Conceitualismo nada mais seja do que a superação das pré-concepções que tanto têm atrapalhado a livre expressão do artista plástico na atualidade, possibilitando que ele possa, enfim, produzir arte sem ser rotulado como acadêmico ou contemporâneo. Talvez o Neo-Conceitualismo permita que o artista seja simplesmente um artista.
(Ana Carolina Siebel e Ramon Claro)

Grupo Rex



















Cildo Meirelles, Desvio para o Vermelho. Obra exposta na Tate Modern, em Londres.

Grupo Fluxus




O GRUPO FLUXUS reúne artistas importantes influenciados pelo espírito do Dada. Embora de estilos diferentes, eles têm em comum um trabalho que explora o happening, uma ação desenvolvida teatralmente. O FLUXUS apregoava o fim da cultura comercial e conservadora, e da arte de museus. Entre eles estão o artista lituano George Maciunas, o coreano Nam June Paik, o norte-americano John Cage (1912-1992) , Joseph Beuys (1921–1986) e Yoko Ono. Os participantes do FLUXUS foram os primeiros a utilizar massivamente os correios como forma de difusão artística (MAIL ART) . Exploraram o caráter estético de mensagens, cartas e telegramas, principalmente pelo intenso intercâmbio entre Ray Johnson, o criador da The New York Correspondence School, e artistas franceses, japoneses, ingleses e alemães . O Fluxus é considerado o último movimento moderno, no sentido de ter uma proposta que ultrapassa a expressão meramente artística.

Espaço N.O.; Nervo Óptico; Vera Chaves Barcellos

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Grafite - Nunca, Speto e a campanha da Oi

Nunca é um artista brasileiro, nascido em São Paulo, com trabalhos reconhecidos comercialmente através de marcas famosas como Nike e Ray-Ban. Ele iniciou seu trabalho em 1994, pintando paredes. Tem um grande talento para o desenho, o que o fez se dedicar às obras de grafite mais elaboradas.

















O artista, assim como Osgemeos, foi selecionado para exposição Street Art, que ocorreu em Londres, na galeria Tate Modern, em maio de 2008. Nunca pintou um pirata, não muito comum, com pulseira de pérolas e delicadeza, tomando uma xícara de chá. A obra foi exibida na fachada do museu.


















Ele adotou Nunca como nome para expressar o que pensa sobre regras que são impostas, por pressão psicológica ou física. Ele considera também o grafite um ato político, “porque, em diferentes níveis, compromete o interesse do artista em algo concreto, por exemplo, em criar contrapartidas para a colonização à qual o Brasil está submetido”
Para construir seus personagens, Nunca gosta de andar pelas ruas e descobrir novos lugares que podem ser pintados, mas é em sua casa que ele inicia a construção de suas obras. Em casa, Nunca passa todas suas ideias para o papel, e é a partir desse papel que ele pode elaborar a obrar que quiser. “Sempre me olho no espelho para pintar o olhar de uma personagem. Vejo-me como um registro ambulante de minhas experiências e procuro criar olhares claros e sutis.” Ele aplica efeitos reproduzidos através de gravuras de metal para chegar a um determinado resultado de sombra, luz e textura.














“Não sei se o que faço é grafite ou pichação, mas o que importa é que tenha valor estético”, diz.





O grafiteiro Speto participou da campanha da Oi "Eu posso".