sexta-feira, 25 de junho de 2010

Clara Crocodilo

Nascida em 1987, Clara Crocodilo é estudante de artes plásticas na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.
Assinatura da artista, Clara Crocodilo, remete ao primeiro álbum lançado pelo compositor brasileiro Arrigo Barnabé. O álbum é considerado pela crítica especializada como o marco inicial da chamada Vanguarda Paulista e um dos mais importantes discos experimentais lançados no Brasil no século XX.
Em uma entrevista em 1982, Arrigo Barnabé disse que o nome Clara Crocodilo veio à sua mente após a leitura do poema Aura Amara, do trovador Arnaut Daniel, no livro ABC da Leitura, de Ezra Pound. O artista disse que gostou da economia e da sonoridade do nome, e que procurava algo assim, mas que contivesse em si a ideia de oposição entre as duas palavras. Foi aí, segundo ele, que pensou em Clara, representando a luz, e Crocodilo, que representaria algo escuro, das profundezas, do pântano. Além disso, havia a sonoridade das duas primeiras sílabas de cada palavra: o Cla, de Clara, em oposição ao Cro, de Crocodilo. "Isso tudo eu penso de modo consciente quando vou compor, minhas peças surgem espontaneamente", afirmava o artista.

Veja no link, a videoperformance da artista "Aqui você pode sonhar"

http://vimeo.com/9529003

11 comentários:

  1. Por Daniela Fleck Endres:

    Em Novo Hamburgo a artista aresenta seu trabalho intitulado “Aqui você pode sonhar”. Na exposição que está na Pinacoteca da Universidade Feevale, Clara Crododilo expõe um vídeo onde ela demonstra a construção de um muro com blocos de cimento em tamanho natural. Sua intenção com a obra é refletir sobre o mercado imobiliário, o qual, por vezes esconde a visão do horizonte das cidades.

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  2. Apesar de não ser uma expert em arte, gostei muito do trabalho que visitamos na Pinacoteca do Campus I da Feevale. A obra nos mostra uma forma diferente de avaliar como a globalização está nos deixando cegos para a naturalidade da vida e das coisas.

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  3. A exposição de Clara, na Pinacoteca da Feevale foi muito boa. Ela consegue nos transmitir sua mensagem através de suas obras lá expostas; nos mostra como temos que apreciar mais a vida na sua simplicidade e sua forma natural, estamos nos deixando levar pelo crescimento e mudanças aceleradas do mundo atual. Parar e rever nossos conceitos é preciso.

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  4. As exposições apresentadas na Pinacoteca, conseguem aproximar os estudantes da arte. A exposição da Clara na Feevale é exemplo disso, a obra serve para aproximar a forma natural das coisas.

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  5. O que dizer sobre a obra da artista e sobre a exposição apresentada, onde tijolo sobre tijolo era colocado. Isso seria um manifesto? São muitas duvidas e perguntas que podem surgir a a partir daquele video, mas o que na verdade importa é a quantidade de interpretaçãoes que cada pessoa faz, acredito que isso é um dos objetivos do video, fazer com que as pessoas reflitam mais sobre coisas comuns, muitas vezes despercebidas em nosso cotidiano. Ela é geniosa, criativa e ousada. Aqueles tijolos mostrados que formavam um muro perante a câmera, para mim, significa o quanto nós podemos ser cegos perante as realidades,o quanto as indústrias, as cidades, a rotina nos prendem. Acabamos ficando muitas vezes presos as nossas coisas e não olhamos para os lados.

    Laís Vanessa

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  6. Muito legal o vídeo, que por meio de linguagem simples, faz uma reflexão sobre a vida moderna, analisando sobre o que perdemos em função do progresso das cidades, e o quanto estamos sendo vulneráveis a esses avanços deixando de lado coisas de grande importância. O vídeo, claramente, expressa a identificação do papel da arte no nosso cotidiano.
    Raquel Barth

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  7. Na minha opinião a exposição de Clara Crocodilo, "Aqui você pode sonhar", na Pinacoteca do Campus I da Feevale foi muito válida para os alunos, pois conheceram as suas obras, e puderam identifica-las cada um do seu jeito. Clara também expoem um vídeo onde ela mostra a construção de um muro, quando eu comecei a olhar o vídeo nao consegui identificar muito bem o que ela queria demonstrar com ele, mas ao longo dele imaginei que poderia ser uma demonstração de como as pessoas nao estao vendo como o mundo realmente é, o que está acontecendo com ele e não estamos nos dando conta, que de repente a globalizaçã está afetando-o.

    Vanessa Baumgratz

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  8. A exposição denominada “Aqui você pode sonhar” de Clara Crocodilo resume por completo o que a artista tenta explorar: a imaginação, o pensamento e a reflexão de cada pessoa. No vídeo com duração de 6 minutos, Clara constrói uma espécie de parede de tijolos diante da câmera, ocultando a visão por completo. Atrás dela, há uma paisagem composta por árvores, alguns prédios e o céu. Ao colocar os blocos de pedra e tapar a imagem, a artista invoca no telespectador um momento de reflexão sobre o que aquela ação representa. A parede que tapa a paisagem pode sugerir que muitas vezes, cobrimos com nossas atitudes e pensamentos, algum sonho, prospectiva (trabalho, vida pessoal, etc) que alvejamos conquistar e está diante de nós. Sugere que construímos barreiras entre pessoas ou algo que apreciamos e gostamos, através de ações insensatas. O vídeo faz pensar que nós, por conta própria, é que construímos muros, nos isolamos. Outra interpretação que pode-se fazer é a de que devemos enfrentar os obstáculos que aparecem na vida, pois só assim alcançaremos o belo e o ideal.

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  9. Clara Crocodilo, a artista, me parece ter por objetivo construir uma barreira. Contra o que? É a pergunta que me incomoda. Contra a lente da câmera seria a mais obvia. Mas surgem outros motivos: pensando nos dois mundos paralelos, considerando o primeiro como o mundo onde ela se encontra e o segundo como o da pessoa que assistirá ao vídeo, pode se pensar que a obra retrata uma não tranquilidade com o mundo exterior. E a barreira construída que bloqueia a visão e se limita à tela da "TV" traz a imagem de uma fortaleza, da busca por uma proteção. A imaginação tem a permissão de "correr solta" e a interpretação é livre. Apesar da proposta interessante, achei um pouco infundada a ideia quando a intenção era refletir de maneira crítica a condição da vida contemporânea. A barreira entre “ “arte” e “qualquer coisa” é muito tênue, e ela ficou com um pé de cada lado desta linha.

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  11. Analisando os trabalhos de Clara Crocodilo, é interessante ver sua busca na reflexão crítica sobre a condição da vida contemporânea, a qual segundo dados do Itaú cultural “(...) se esboça num mercado internacionalizado das novas mídias e tecnologias e de variados atores sociais que aliam política e subjetividade (negros, mulheres, homossexuais etc.) - explode os enquadramentos sociais e artísticos do modernismo, abrindo-se a experiências culturais díspares. As novas orientações artísticas, apesar de distintas, partilham um espírito comum: são, cada qual a seu modo, tentativas de dirigir a arte às coisas do mundo, à natureza, à realidade urbana e ao mundo da tecnologia. As obras articulam diferentes linguagens (dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura, etc.), desafiando as classificações habituais, colocando em questão o caráter das representações artísticas e a própria definição de arte. Interpelam criticamente também o mercado e o sistema de validação da arte”; conjugando a esse interesse um discurso expressivo; onde suas obras se caracterizam por transitarem livremente entre diversas linguagens. Portanto, suas obras nos levam a refletir a importância de um olhar mais minucioso de tudo que nos rodeia no mundo. Já que vivemos num mundo onde há uma “massificação” do olhar (visual), em que temos que decodificar muitas informações.

    Aluna: Stheffi Klein

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